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  • 15 de Janeiro de 2017

Nova norma ABNT NBR IEC TS 60079-40

Foi publicada em 01/12/2016 a nova Norma ABNT NBR IEC TS 60079-40 – Atmosferas explosivas – Parte 40: Requisitos para selagem do processo entre fluidos inflamáveis do processo e sistema elétricos.

Este documento do tipo “Especificação Técnica”, inédito na normalização técnica brasileira, apresenta requisitos específicos para a selagem entre um processo contendo uma substância inflamável e um sistema elétrico, no qual a ocorrência de uma falha poderia permitir a migração do fluído do processo diretamente para as partes do sistema de fiação.

Este documento apresenta requisitos para a avaliação da conformidade, fabricação e ensaios de equipamentos com selos simples para o processo, selosduplos para o processo e selos adicionais secundários para o processo. Os requisitos deste documento não são aplicáveis para a selagem de unidades seladoras de eletrodutos, para a selagem de prensa-cabos e outros métodos de selagem de fiação elétrica indicados em outras normas da série de Normas Técnicas Brasileiras ABNT NBR IEC 60079 – Atmosferas explosivas.

Os requisitos para a segurança elétrica básica e proteção contra a ocorrência de uma explosão, tais como os tipos de proteção “Ex” não são abordados neste documento, os quais podem ser aplicáveis aos equipamentos “Ex” que estejam sendo considerados. Os efeitos do vazamento das substâncias inflamáveis para o meio ambiente também não são abordados por este documento, os quais são levados em consideração durante a etapa de classificação de áreas.

São abordados neste novo documento os requisitos de segurança sob o ponto de vista da adequada selagem dos equipamentos elétricos e de instrumentação que são instalados em contato direto com os fluidos inflamáveis do processo, de forma assegurar que estes fluídos não irão vazar e entrar em contato com os componentes elétricos destes equipamentos “Ex”, o que poderia provocar um explosão ou uma migração destes fluidos pelo interior dos cabos que são conectados a estes equipamentos, os quais poderiam chegar até uma área não classificada.

Este documento foi inicialmente publicado na forma de uma “especificação técnica”, nesta sua primeira edição, como procedimento normal adotado pelaIEC e pela ABNT, até a próxima edição, quando será publicada como uma norma técnica, incorporando os aperfeiçoamentos e sugestões a serem recebidas no período.

Um selo do processo é um dispositivo que evita a migração do fluido do processo de seu compartimento original projetado para o sistema elétrico externo. Os equipamentos elétricos e de instrumentação com uma interface em contato direto com os fluidos de processo sob pressão necessitam incorporar umselo de processo para evitar a migração do fluido inflamável para o sistema de fiação.

Neste documento os selos primários do processo são considerados como sendo os selos do processo que estão diretamente em contato com os fluídos do processo, sob condições normais de operação. São considerados como selos secundários do processo os selos do processo que entram em contato com os fluídos do processo somente no caso de falha dos selos primários.

Neste documento os equipamentos com selo duplo do processo são considerados os equipamento que incorporam, ao longo de qualquer caminho potencial de vazamento, um selo primário do processo e um ou mais selos secundários do processo, de tal forma que é necessária a falha de um ou mais selos do processo para permitir a migração dos fluidos do processo, a partir de seus compartimentos previstos, para os componentes do sistema de fiação do equipamento “Ex”.

Neste documento os equipamentos com selo único do processo são considerados os equipamento que incorporam, ao longo de qualquer caminho potencial de vazamento, um único selo primário do processo, de tal forma que a falha do selo do processo pode permitir a migração dos fluidos do processo, a partir de seus compartimentos previstos, para os componentes do sistema de fiação do equipamento “Ex”.

Nos casos em que os equipamentos elétricos e de instrumentação possuam um única interface com o processo (através do selo do processo) em contato direto com os fluidos do processo sob pressão e o equipamento não é avaliado como possuindo selo simples ou selo duplo, medidas adicionais são requeridas para minimizar a possibilidade dos fluidos entrarem em contato com o sistema de fiação do equipamento “Ex”.

Têm sido verificado nas instalações de instrumentos “Ex” em atmosferas explosivas que pode ocorrer o vazamento das substâncias inflamáveis que estão sendo processadas para o meio externo, no caso de falhas no sistema de selagem entre o processo e os componentes do equipamento “Ex”.

Podem ser citados como exemplos de instrumentos que normalmente estão em contato com fluidos inflamáveis pressurizados do processo os instrumentos transmissores de pressão, de nível, de vazão e de temperatura, os quais são muito comuns em processos de indústrias químicas, petroquímicas e da indústria do petróleo & gás.

São verificados também, nestes casos de vazamentos, a possibilidade de migração dos gases inflamáveis pelo interior dos cabos do sistema de fiação destes instrumentos até o sistema digital de controle ou sistema instrumentado de segurança (SIS). A Norma ABNT NBR IEC 60079-14 (2016) – Projeto e montagem de instalações “Ex” especifica que os cabos utilizados em atmosferas explosivas necessitam possuir características de fabricação com isolamento compacto, sem interstícios entre os condutores que possam propiciar a propagação de gases inflamáveis pelo seu interior. No entanto sobre o ponto de vista de instalações “Ex” não é considerado adequado que falha de selos de processo mantenham os cabos continuamente sob o efeito de pressurização por tais tipos de gases.

Têm sido verificados casos de incidentes onde esta migração de gases é encaminhada até o interior dos painéis de rearranjo ou painéis de controle instalados dentro das Casas de Controle de instalações terrestres (refinarias ou plantas petroquímicas) ou Módulos de Instrumentação em instalações marítimas (FPSO ou Plataformas Offshore de produção). Estes locais, considerados áreas não classificadas, possuem equipamentos elétricos e eletrônicos “comuns”, sem nenhum tipo de proteção “Ex”, fazendo com que possam representar fontes de ignição para a atmosfera explosiva presente, decorrente do indevido vazamento dos instrumentos de campo e de migração pelos cabos.

É previsto que os requisitos desta nova norma técnica terão uma abrangência muito grande nas características de projeto, dimensionamento e ensaios dos equipamentos “Ex” que podem ficar submetidos ao contato direto com as substâncias inflamáveis do processo, tais como instrumentos sensores e transmissores.

Sob o ponto de vista normativo no Brasil, a Comissão de Estudo CE 003:031.02 do Subcomitê SC-31 do COBEI, responsável pela elaboração e atualização desta Norma Técnica Brasileira adotada, acompanhou o processo de elaboração, comentários, votação e aprovação da respectiva Norma internacional IEC TS 60079-40. Esta CE contou com a participação de profissionais envolvidos com equipamentos e instalações elétricas industriais, representantes das seguintes empresas: CONAUT, DNV GL, EATON/CROUSE-HINDS/BLINDA, MELFEX, MRP, PETROBRAS e WEG.

As Normas Técnicas Brasileiras adotadas da Série NBR IEC 60079 elaboradas pelas Comissões de Estudo do Subcomitê SC-31 do Cobei e publicadas pela ABNT são idênticassem desvios técnicos nacionais em relação às respectivas normas internacionais da IEC. Seguindo a tendência e aconvergência normativa mundial dos países membros da IEC, incluindo o Brasil, as Normas Técnicas nacionais que envolvem os processos de avaliação da conformidade de empresas de prestação de serviços “Ex”, de competências pessoais “Ex” e de equipamentos elétricos e mecânicos “Ex” são Normas adotadas, equivalentes às respectivas normas internacionais da IEC.

Esta política de normalização tem por objetivo harmonizar as Normas Nacionais com a Normalização internacional, de forma a padronizar os procedimentos de projeto, fabricação, ensaios, marcação, avaliação da conformidade, instalação, inspeção, manutenção, reparos, recuperação de equipamentos e competências pessoais “Ex”.

Ações como estas contribuem para a integração dos fabricantes, laboratórios de ensaios, empresas usuárias, organismos de certificação de produtos e de pessoas e provedores de treinamentos brasileiros com o mercado e a comunidade internacional “Ex”, bem como para a elevação dos níveis de segurança, saúde, meio ambiente, avaliação de risco, ensaios, qualidade, desempenho, confiabilidade, procedimentos de execução de serviços e competências pessoais relacionados com as instalações nacionais “Ex”.

Sob o ponto de vista de certificação de equipamentos “Ex”, o IECEx elaborou a “Folha de Decisão” (Decision SheetExTAG DS 2015/019 contendo orientações a serem seguidas de forma padronizada pelos Organismos de Certificação durante o processo de avaliação e ensaios de equipamentos “Ex” contendo selos com o processo.
http://www.iecex.com/docs/ExTAG_DS_2015_019_TS_60079-40.doc

Já foram emitidos, no âmbito do IECEx, certificados de conformidade de equipamentos “Ex” que evidenciaram o atendimento dos requisitos da Norma IEC TS 60079-40. Estes certificados de conformidade estão disponíveis para consulta pública no sistema de certificação “on-line” do IECEx, podendo ser encontrados por meio de pesquisa pela palavra-chave 60079-40.
http://bit.ly/2jdNITG

Os dados resumidos desta Norma são apresentados no Website ABNT CATÁLOGO:
http://bit.ly/2j0j8z3

 

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